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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

BUDDY GUY

Buddy Guy (nascido George Guy, em 30 de julho de 1936 em Lettsworth, Louisiana) é um guitarrista e cantor norte-americano de blues e rock. Conhecido por servir de inspiração para Jimi Hendrix e outras lendas dos anos 60, Guy é considerado um importante expoente do chamado Chicago blues, tornado famoso por Muddy Waters e Howlin' Wolf.
Biografia
Tinha cinco irmãos e seus pais eram Sam e Isabel Guy. Cresceu sob os conflitos da segregação racial onde banheiros, restaurantes e assentos de ônibus eram separados para brancos e negros. Com sete anos de idade Buddy fez a sua primeira “guitarra”, um pedaço de madeira com duas cordas amarradas com os grampos de cabelo de sua mãe. Com ela passava o tempo nas plantações e desenvolvia as suas “técnicas” musicais. Depois ele ganhou a sua primeira guitarra de “verdade”, um violão acústico Harmony que hoje se encontra no Hall da Fama do Rock and Roll, em Cleveland, nos EUA. Em 1955, com 19 anos, Buddy trabalhava na Universidade Estadual da Louisiana. Nunca havia saído do estado quando em 1957 um amigo seu que era cozinheiro em Chicago foi visitá-lo e disse que ele precisava ir para Chicago tocar sua guitarra de noite e trabalhar de dia. Guy se interessou pela proposta financeira, pois poderia ganhar em torno de 70 dólares por semana e quem sabe sair de noite para ver os mestres Howlin’ Wolf, Muddy Waters, Little Walter e de “quebra”, ainda aprender alguma coisa para tocar sua guitarra em casa. Em 25 de setembro de 1957 Buddy saiu de Lettsworth e chegou em Chicago. O choque foi grande, saindo do ambiente rural e chegando na metrópole totalmente urbana. Buddy arrumou um emprego e após alguns meses conseguiu uma audiência no 708 Club. Naquela noite chegou ao clube, em um Chevrolet vermelho, nada menos que Muddy Waters. Buddy foi servir sanduíche de salame para ele que perguntou se ele estava com fome. Buddy respondeu que, se ele era Muddy Waters, não estava mais com fome, encontrá-lo o alimentou. Guy começou a tocar em bares de Chicago e seu estilo foi bem aceito. Ele começou a chamar atenção. Gostava de tocar como B.B. King e atuar no palco como Magic Slim. Resolveu, então, enviar uma fita para a gravadora Chess Records, selo tradicional do blues que contava com artistas como Willie Dixon, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter e Koko Taylor. Em 1960 começou a fazer as guitarras das gravações destes grandes mestres da Chess. Era sempre o primeiro guitarrista a ser chamado pela gravadora.
Carreira
Mas Buddy não estava satisfeito, pois fazia apenas o acompanhamento. Ele queria mais, queria fazer suas próprias composições. Em 1967 gravou I Left My Blues em San Francisco, pela Chess Records. Em 1968 foi para a Vanguard Records e gravou dois álbuns clássicos: A Man and His Blues e Hold That Plane. A partir desta época seu estilo agressivo e selvagem de tocar, além de seu vocal rasgante, começaram a chamar a atenção de músicos do rock, principalmente os ingleses. Eric Clapton disse em 2005 que Buddy Guy foi para ele o que Elvis Presley foi para muitos outros.

Em 1970 Buddy inicia uma parceria com o gaitista Junior Wells e lança o disco Buddy and the Juniors. Em 1972 sai Buddy Guy and Junior Wells Play the Blues, disco produzido por Eric Clapton, Tom Dowd e Ahmet Ertegum. Que pode ser considerado um dos melhores álbuns de Buddy, com clássicos do blues e composições próprias, num som límpido, simples e cru.

Em 1974 Guy se associa ao baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman, que produz e toca no álbum ao vivo chamado Drinkin’ TNT ‘n’ Somkin’ Dynamite.

Até quase o final dos anos 80 sua carreira declinou e só voltou a decolar a partir de 1989 quando Buddy abriu o clube “Buddy Guy Legends”, em Chicago, considerado o lugar preferido da maioria dos artistas de blues para se apresentar. Em 1990 – 1991 Guy tocou junto com Eric Clapton no Royal Albert Hall, em Londres, num show somente de guitarristas. Esta participação lhe proporcionou um contrato com a Silvertone Records, onde ele gravou diversos álbuns, mas o primeiro foi Damn Right, I’ve got The Blues, de 1991, que contava com a participação especial de Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler. O disco obteve um sucesso incomum para a cena do blues: ganhou disco de ouro, vendeu 500.000 cópias e também ganhou o Grammy.

Dois anos depois, em 1993, gravou Feels Like Rain e em 1994 Slippin’ in, ganhando o Grammy com os dois discos. O sucesso havia retornado com força. Foi um trabalho de persistência, como disse Buddy: “tinha colocado na minha cabeça que precisava continuar tocando, porque eu sentia que não tinha tido a chance de me expressar com minha guitarra e minha voz. Poucos haviam me ouvido, mas continuei tocando até que a chance veio com ‘Damn right, I’ve got the blues’ e aí estourei! Acho que alguém me ouviu, lá em cima!”

E assim veio em 1996 o disco ao vivo Live: The Real Deal, em 1998 Heavy Love, em 2001, Sweet Tea, onde Buddy retornou ao blues de raiz, em 2003 Blues Singer e por último, em 2005, Bring ‘Em in, onde Guy contou com a participação de Carlos Santana e John Mayer
Música
Enquanto a música de Buddy Guy é freqüentemente associada ao blues de Chicago, seu estilo é único e inconfundível. Sua música pode variar desde o mais tradicional e profundo blues, à mais criativa, imprevisível e radical agregação entre blues, rock moderno e jazz livre, que se juntam a cada performance ao vivo de maneira inédita.

Em 2004, Jon Pareles, crítico de música pop do New York Times, escreveu: "Mr. Guy, 68, mistura anarquia, virtuosismo, blues denso e suas vertentes de uma maneira única, prendendo a si todas as atenções da audiência (...) Guy adora extremos: mudanças repentinas entre sons pesados e leves, ou um doce solo de guitarra seguido por um surto de velocidade, ou peso, improvisando idas e vindas com a voz... Seja cantando com doçura ou raiva, seja trazendo novas entonações a uma nota de blues, ele é um mestre da tensão e do relaxamento, e sua concentração e dedicação são hiponotizantes."

Alguns fãs de blues e críticos musicais acreditam que a discografia de Guy no período de 1960 a 1967 agrupa a melhor parte de seu trabalho. Algumas das novidades apresentadas por Buddy durante suas primeiras apresentações ao vivo foram capturadas pelos álbuns do "American Folk Blues Festival". Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page admiravam o lado mais radical de suas músicas, no início dos anos 60.

Suas músicas foram regravadas por Led Zeppelin, Eric Clapton, Rolling Stones, Stevie Ray Vaughan, John Mayall, Jack Bruce, entre outros. Algumas de suas primeiras canções foram “roubadas” por Willie Dixon e pelas primeiras gravadoras por onde Guy passou. Além disso, Guy talvez seja mais conhecido por suas interpretações criativas sobre os trabalhos de outros músicos. Fãs de blues mais tradicionais parecem apreciar os seguintes álbuns: The Very Best of Buddy Guy, Blues Singer, Junior Wells' Hoodoo Man Blues, A Man & The Blues e I Was Walking Through the Woods.

Os fãs mais contemporâneos parecem preferir Slippin’ In, Sweet Tea, Stone Crazy, Buddy's Baddest: The Best of Buddy Guy, Damn Right, I’ve Got the Blues, e D.J. Play My Blues. Uma performance ao vivo pode ser assistida no vídeo Live! The Real Deal e ele ainda está presente nos seguintes DVDs: Lightning In a Bottle, Crossroads Guitar Festival, Eric Clapton: 24 Nights, Festival Express, e A Tribute to Stevie Ray Vaughan.
Discografia
1965 Hoodoo Man Blues – Delmark (w/ Junior Wells band)
1966 Chicago/The Blues/Today! vol. 1 – Vanguard (w/ Junior Wells band)
1967 I Left My Blues in San Francisco – Chess
1968 A Man and the Blues – Vanguard
1968This Is Buddy Guy (live) – Vanguard
1970 Buddy and the Juniors – MCA (w/ Junior Mance & Junior Wells)
1972 Play The Blues - Rhino
1974 I Was Walking Through the Woods – Chess (rec. 1960–64)
1977 Live at Montreaux – Evidence (w/ Junior Wells)
1979 Live at the Checkerboard Lounge, Chicago-1979 - JSP Records
1981 Stone Crazy – Alligator
1982 Drinkin' TNT 'n' Smokin' Dynamite (live) – Blind Pig (rec. 1974 Montreax Jazz Fest.)
1983 Buddy Guy – Chess
1990 Royal Albert Hall - Buddy Guy & Eric Clapton
1991 Alone & Acoustic – Alligator (rec. 1981 w/ Junior Wells)
1991 Damn Right, I've Got the Blues – Silvertone/BMG
1991 Buddy's Baddest: The Best of Buddy Guy – Silvertone
1992 The Very Best of Buddy Guy – Rhino/WEA
1992 The Complete Chess Studio Recordings – Chess (2 CD, 1960–67)
1993 Feels Like Rain – Silvertone
1994 Slippin' In – Silvertone
1996 Live: The Real Deal – Silvertone
1997 Buddy's Blues – Chess "Chess Masters"
1998 As Good As It Gets – Vanguard
1998 Heavy Love – Silvertone
1998 Last Time Around - Live at Legends – Jive
2001 Sweet Tea – Silvertone
2003 Blues Singer – Silvertone
2003 Chicago Blues Festival 1964 (live) – Stardust
2005 Bring 'Em In (Buddy Guy album) – Jive
2006 Can't Quit The Blues:Box Set – Silvertone/Legacy Recordings
2008 Skin Deep

MUDDY WATERS

Muddy Waters (4 de abril de 1915 - Condado de Issaquena, Mississippi – 30 de abril de 1983 - Westmont, Illinois) foi um músico de blues norte-americano, considerado o pai do Chicago blues. Atribui-se a Muddy Waters a idéia de invenção da Guitarra Elétrica. Seu nome completo de batismo é McKinley Morganfield.

[editar] Biografia
O nome artístico (em português, Águas Lamacentas) ele ganhou devido ao costume de quando criança brincar em um rio. Ele mudaria-se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o violão pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande movimento. A técnica de Waters é fortemente característica devido a seu uso da braçadeira na guitarra. Suas primeiras gravações pela Chess Records apresentavam Waters na guitarra e nos vocais apoiado por um violoncelo. Posteriormente, ele adicionaria uma seção rítmica e a gaita de Little Walter, inventando a formação clássica de Chicago blues.

Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters rapidamente tornou-se a figura mais famosa do Chicago Blues. Até mesmo B. B. King referiria-se a ele mais tarde como o "Chefe de Chicago". Suas bandas eram um "quem é quem" dos músicos de Chicago blues: Little Walter, Big Walter Horton, James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante.

As gravações de Waters do final dos anos 1950 e começo dos 60 foram particularmente suas melhores. Muitas das músicas tocadas por ele tornaram-se sucesso: "I’ve Got My Mojo Working", "Hoochie Coochie Man", "She’s Nineteen Years Old" e "Rolling and Tumbling", grandes clássicos que ganhariam versões de várias bandas dos estilos mais diversos.

Sua influência foi enorme em muitos gêneros musicais: blues, rhythm and blues, rock, folk, country. Foi Waters quem ajudou Chuck Berry a conseguir seu primeiro contrato.

Suas turnês pela Inglaterra no começo dos anos 1960 marcaram provavelmente a primeira vez que uma banda pesada, amplificada, se apresentou por ali (certo crítico sentiu-se obrigado a sair de um show para escrever sua análise por achar que a banda tocava muito alto). As músicas de Waters inclusive exerceram grande influência nas bandas britânicas. O Rolling Stones tirou seu nome de "Rollin’ Stone", de 1950, mais conhecida como "Catfish Blues". Um dos maiores sucessos do Led Zeppelin, "Whole Lotta Love", foi baseado em "You Need Love", composta por Willie Dixon . Foi Dixon quem compôs algumas das músicas mais conhecidas de Muddy Waters, como "I Just Want to Make Love to You", "Hoochie Coochie Man" e "I’m Ready".

Entre outras canções com as quais Waters tornou-se conhecido estão "Long Distance Call", "Mannish Boy" e o hino do rock/blues "I’ve Got My Mojo Working".
Discografia
1941 - Stovall's Plantation
1941 - First Recording Sessions 1941-1946
1948 - I can't be satisfied
1950 - Rolling Stone
1953 - Baby Please don't go
1954 - (I'm Your) Hoochie Coochie Man
1955 - Mannish Boy
1956 - Got My Mojo Working
1956 - Louisiana Blues
1956 - Mississippi Blues
1960 - At Newport
1960 - Muddy Watersy sings Big Bill Broonzy
1963 - Folk Festival of the Blues
1964 - The best of Muddy Waters
1964 - Folk Singer
1964 - Muddy Waters
1965 - Live Recordings 1965-1973
1965 - Muddy Waters with Little Walter
1965 - The Real Folk Blues
1966 - Down on Stovall's Plantation
1966 - Muddy Waters: The Blues Man
1966 - Muddy, Brass and Blues
1967 - Blues from Big Bill's Copacabana
1967 - Muddy Brass & the Blues
1967 - More Real Folk Blues
1967 - Super Blues (Muddy Waters, Bo Diddley, Little Walter)
1967 - The Super Super Blues Band (Muddy Waters, Bo Diddley, Howlin' Wolf)
1968 - Electric Mud
1969 - After the Rain
1969 - Fathers and Sons
1969 - Sail on
1970 - Vintage Mud
1970 - Back in the Good Old Days
1970 - Good News
1970 - Goin'Home: Live in Paris 1970
1970 - They call me Muddy Waters [I]
1971 - They call me Muddy Waters [II]
1971 - Live at Mister Kelly's

B. B. KING

Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, (16 de Setembro de 1925, Itta Bena, Mississippi) é um guitarrista de Blues e cantor estado-unidense. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio WDIA.

Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street e chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. É um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade, sendo por vezes referido como o Rei do Blues. É bastante apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B. King teria dito: "posso fazer uma nota valer por mil".
Biografia
Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, nasceu em uma plantação de algodão em 16 de Setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola no Mississippi, Estados Unidos da América.

Teve uma infância difícil – aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia.

Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street.

No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.

Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King.

"Num sábado à noite ouvi uma guitarra elétrica que não estava a tocar espirituais negros. Era T-Bone interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida." recorda B. B. King, "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando actuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no "Grill" da Sixteenth Avenue e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA, com uma equipe e direcção exclusivamente negra. "King’s Sport", patrocinado por um tónico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no "Sepia Swing Club".

King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluia a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito "Three O'Clock Blues", em 1951, B. B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial.

O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.

Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Lagos e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.
Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.

Em 1989 fez uma tournê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum Rattle and Hum, deste grupo, com o tema "When Love Comes to Town".

Em 26 de Julho de 1996, B. B. King, aproveitando o fato de ter um concerto agendado para Stuttgart, deslocou-se propositalmente de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e E.U.A., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessa: "Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz."

B. B. King terminou 1996 com uma turne pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O "Rei dos Blues" totaliza mais de 90 países onde atuou até hoje.

Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos Grammy Awards: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "The Thrill is Gone", melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "There Must Be a Better World Somewhere", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "Blues'N Jazz" e em 1985 com "My Guitar Sings the Blues". Em 1970, Indianopola Missisipi Seeds concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras Gibson no Mundo".

Curiosidades

Uma das imagens de marca de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950. No inverno de 1949, King se apresentou num salão de dança em Twist, no Arkansas. Com o intuito de aquecer o salão, acendeu-se um barril meio cheio de querosene no centro do salão, prática muito comum na época. Durante a apresentação, dois homens começaram a brigar e entornaram o barril que imediatamente espalhou chamas por todo o lado. Durante a evacuação, já fora do estabelecimento, King apercebeu-se de que tinha deixado a sua guitarra de 30 dólares no edifício em chamas. Voltou a entrar no incêndio para reaver a sua Gibson acústica, escapando por um triz. Duas pessoas morreram no fogo. No dia seguinte, soube que os dois homens tinham começado a briga devido a uma mulher chamada Lucille. A partir dessa altura, passou a designar as suas guitarras por esse nome, para "se lembrar de nunca mais fazer uma coisa daquelas."
Quando foi perguntado a John Lennon sobre sua maior ambição, ele disse que era tocar guitarra como B.B. King.
BB King era considerado o melhor guitarrista do mundo por Jimi Hendrix.
Um anime japonês por nome Beck - Mongolian Chop Squad teve influências do bluesman B. B. King. Por vezes, ele é citado e ainda tem a guitarra…

A guitarra

Iniciou utilizando uma Fender Telecaster
Passou a utilizar uma Gibson ES-335, modelo que foi substituído pela B. B. King Lucille, um modelo baseado na ES-345.
Uma das características de King é chamar às sua guitarras o nome de "Lucille" - uma tradição que vem desde a década de 1950.
No dia 19 de dezembro de 1997, apresentou Lucille ao Papa João Paulo II em um concerto no Vaticano.
No dia 5 de novembro de 2000, doou uma cópia autografada de Lucille para o Museu de Música Nacional, Estados Unidos da América.

Honras e prêmios

Em 15 de dezembro de 2006 o Presidente americano George W Bush prêmiou King com a Medalha Presidencial da Liberdade.
Em 2004, ele foi premiado como Ph.D honorário da Universidade de Mississippi e o Conservatório Sueco Real lhe premiou com o Prêmio de Música Polar, por suas contribuições significantes para o blues.
King foi agraciado com a Medalha Nacional de Artes, em 1990, nos Estados Unidos da América.
Ganhador de diversos Grammys de 1971 a 2006.

Algumas músicas

"Three O Clock Blues" (originalmente a primeira música que levou B.B King ao sucesso)
"Why I Sing the Blues?"
"The Thrill is Gone"
"Rock Me, Baby"
"No Body Loves Me But My Mother"
"Blues Funk"
"Dangerous Mood"
"Blues man"

Discografia

Compactos simples
Ano Nome Tabela musical
R&B Pop Rock UK
1949 "Miss Martha King" (Bullet)
1949 "Got the Blues"
1950 "Mistreated Woman" (RPM)
"The Other Night Blues"
"I Am"
"My Baby's Gone"
1951 "B. B. Blues"
"She's a Mean Woman"
"Three O'Clock Blues" #1
1952 "Fine-Looking Woman"
"Shake It Up and Go"
"Someday, Somewhere"
"You Didn't Want Me"
"Story from My Heart and Soul" #9
1953 "Woke Up this Morning with a Bellyache"
"Please Love Me" #1
"Neighborhood Affair"
"Why Did You Leave Me"
"Praying to the Lord"
1954 "Love Me Baby"
"Everything I Do Is Wrong"
"When My Heart Beats Like a Hammer" #8
"You Upset Me Baby" #1
1955 "Sneaking Around" #14
"Every Day I Have the Blues" #8
"Lonely and Blue"
"Shut Your Mouth"
"Talkin' the Blues"
"What Can I Do (Just Sing the Blues)"
"Ten Long Years" #9
1956 "I'm Cracking Up Over You"
"Crying Won't Help You" #15
"Did You Ever Love a Woman?"
"Dark Is the Night, Pts. I & II"
"Sweet Little Angel" #6
"Bad Luck" #3
"On My Word of Honor" #3
1957 "Early in the Morning"
"How Do I Love You"
"I Want to Get Married" #14
"Troubles, Troubles, Troubles" #13
"(I'm Gonna) Quit My Baby"
"Be Careful with a Fool" #95
"The Keyblade to My Kingdom"
1958 "Why Do Everything Happen to Me" (Kent)
"Don't Look Now, But You Got the Blues"
"Please Accept My Love" #9
"You've Been an Angel" #16
"The Fool"
1959 "A Lonely Lover's Plea"
"Time to Say Goodbye"
"Sugar Mama"
1960 "Sweet Sixteen, Pt. I" #2
"You Done Lost Your Good Thing"
"Things Are Not the Same"
"Bad Luck Soul"
"Hold That Train"
1961 "Someday Baby"
"Peace of Mind" #7
"Bad Case of Love"
1962 "Lonely"
"I'm Gonna Sit Till You Give In" (ABC)
"Down Now" (Kent)
1963 "The Road I Travel"
"The Letter"
"Precious Lord"
1964 "How Blue Can You Get" (ABC) #97
"You're Gonna Miss Me" (Kent)
"Beautician Blues"
"Help the Poor" (ABC) #98
"The Worst Thing in My Life" (Kent)
"Rock Me Baby" #34
"The Hurt" (ABC)
"Never Trust a Woman" #90
"Please Send Me Someone to Love"
"Night Owl"
1965 "I Need You"
"All Over Again"
"I'd Rather Drink Muddy Water"
"Blue Shadows" (Kent)
"Just a Dream"
"You're Still a Parallelogram" (ABC)
"Broken Promise" (Kent)
1966 "Eyesight to the Blind"
"Five Long Years"
"Ain't Nobody's Business"
"Don't Answer the Door, Pt. I" (ABC) #2 #72
"I Say in the Mood" (Kent) #45
"Waitin' for You" (ABC)
1967 "Blues Stay Away" (Kent)
"The Jungle"
"Growing Old"
1968 "Blues for Me"
"I Don't Want You Cuttin' Off Your Hair" (Bluesway)
"Shoutin' the Blues" (Kent)
"Paying the Cost to Be the Boss" (Bluesway) #10 #39
"I'm Gonna Do What They Do to Me" #26 #74
"The B. B. Jones" #98
"You Put It on Me" #25 #82
"The Woman I Love" #31 #94
1969 "Get Myself Somebody"
"I Want You So Bad"
"Get Off My Back Woman" #32 #74
"Why I Sing the Blues" #13 #61
"Just a Little Love" #15 #76
"I Want You So Bad" #34
1970 "The Thrill Is Gone" #3 #15
"So Excited" #14 #54
"Hummingbird" #25 #48
"Worried Life" #48
"Ask Me No Questions" (ABC) #18 #40
"Chains and Things" #6 #45
1971 "Nobody Loves Me But My Mother"
"Help the Poor" (regravação) #36 #90
"Ghetto Woman" #18 #40
"The Evil Child" #34 #97
1972 "Sweet Sixteen" (regravação) #37 #93
"I Got Some Help I Don't Need" #28 #92
"Ain't Nobody Home" #28 #46
"Guess Who" #21 #62
1973 "To Know You Is to Love You" #12 #38
1974 "I Like to Live the Love" #6 #28
"Who Are You" #27 #78
"Philadelphia" #19 #64
1975 "My Song"
"Friends" #34
1976 "Let the Good Times Roll" #20
1977 "Slow and Easy" #88
1978 "Never Make a Move Too Soon" #19
"I Just Can't Leave Your Love Alone" #90
1979 "Better Not Look Down" #30
1981 "There Must Be a Better World Somewhere" #91
1985 "Into the Night" #15
"Big Boss Man" #62
1988 "When Love Comes to Town" (com U2) #68 #2 #6
1992 "The Blues Come Over Me" #63
"Since I Met You Baby" #59
2000 "Riding with the King" (com Eric Clapton) #26

Álbuns
1.King of the Blues (1960)
2.My Kind of Blues (1960)
3.Live at the Regal (Live, 1965)
4.Lucille (B.B. King álbum)|Lucille (1968)
5.Live and Well (1969)
6.Completely Well (1969)
7.Indianola Mississippi Seeds (1970)
8.B.B. King in London (1971)
9.Live in Cook County Jail (1971)
10.Live in Africa (1974)
11.Lucille Talks Back (1975)
12.Midnight Believer (1978)
13.Live "Now Appearing" at Ole Miss (1980)
14.There Must Be a Better World Somewhere (1981)
15.Love Me Tender (B.B. King álbum)|Love Me Tender (1982)
16.Why I Sing the Blues (1983)
17.B.B. King and Sons Live (B.B. King álbum)|B.B. King and Sons Live (Live, 1990)
18.Live at San Quentin (1991)
19.Live at the Apollo (B.B. King álbum)|Live at the Apollo (Live, 1991)
20.There is Always One More Time (1991)
21.Deuces Wild (álbum)|Deuces Wild (1997)
22.Riding with the King (B.B. King and Eric Clapton álbum)|Riding with the King (2000)
23.Reflections (B.B. King álbum)|Reflections (2003)
24.The Ultimate Collection (B.B. King álbum)|The Ultimate Collection (2005)
25.80 (album)|B.B. King & Friends: 80 (2005)
26.One Kind Favor (2008)

JOHN LEE HOOKER

John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 - 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues americano, nascido em Clarksdale, Mississipi.

A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que tornaria-se sua marca registrada. Ritmicamente, sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. Sua entonação vocal era menos associada à música de bar em relação aos outros cantores de blues. Seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantinha as características primordiais de seu som.

Ele o fez, entretanto, levando adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou à diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria ganhando um Grammy.

Hooker gravou mais de 100 álbuns e viveu os últimos anos de sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado em um de seus sucessos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ALBERT KING

Albert King (25 de Abril, 1923 – 21 de Dezembro, 1992) foi um influente guitarrista e cantor americano de blues.

Um dos "Três Kings" da guitarra Blues (junto com B.B. King e Freddie King), ele possuía uma figura imponente de 1,93m de altura e 118 kg. Ele nasceu Albert Nelson em uma família humilde em Indianola, Mississipi, em uma plantação de algodão onde trabalhou na sua juventude. Uma de suas primeiras influências musicais foi o pai, Will Nelson, que tocava guitarra. Durante sua infância, ele também cantava gospel em uma igreja local. Albert começou sua carreira profissional em um grupo chamado In the Groove Boys, em Osceola, Arkansas.

Seu primeiro sucesso foi "I'm A Lonely Man", lançado em 1959. Entretanto, foi apenas em 1961 com o lançamento de "Don't Throw Your Love On Me So Strong" que seu nome tornou-se conhecido. Em 1966 King assinou contrato com a famosa gravadora Stax Records, e em 1967 lançou seu lendário álbum Born Under a Bad Sign. Em 1968 ele foi contratado por Bill Graham para abrir os shows de John Mayall e Jimi Hendrix no Fillmore West, em San Francisco. A platéia logo descobriu de onde vinha a pegada blues de Mayall e Hendrix.

Albert King era canhoto e tocava uma guitarra Gibson Flying V virada de forma que as cordas graves ficavam para baixo.

Albert King influenciou milhares de guitarristas, incluindo músicos famosos como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Mike Bloomfield, Stevie Ray Vaughan e Gary Moore. O solo de Eric Clapton na música "Strange Brew" (Cream, 1968) é uma cópia nota-a-nota do solo de King na música "Pretty Woman".

Albert King morreu em 21 de Dezembro de 1992, vítima de um ataque cardíaco em Memphis, Tennessee.
(Fonte wikipedia)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

SONNY BOY WILLIAMSON

Pouco sabemos sobre a infância de Sonny Boy Williamson. O que temos em mãos são informações desencontradas, lendas e hipóteses. Sonny Boy já nasceu como um mito, sem passado, sem presente, sem futuro. Apenas um nome no cenário do blues do Mississipi. Sua data de nascimento é outra incógnita, pois ele mesmo dava informações contraditórias sobre sí.

Sonny Boy gravou uma música chamada ''The Story of Sonny Boy Williamson'', onde cita 05 de dezembro de 1897 como a data de seu nascimento. Porém, nada garante que isto seja verdade. Ele era um astuto homem rude do campo. Nasceu em Glendora, no estado do Mississipi, um pequeno vilarejo no condado de Tallahatchie. Aos 7 anos, já tocava harmônica e trabalhava nas plantações de algodão. Nessa época, Sonny Boy já interpretava canções religiosas e polcas na harmônica. Mas sua história dentro do blues só iria iniciar-se realmente em 1951, quando Lillian McMurry, proprietária da gravadora Trumpet, ofereceu-lhe a oportunidade de gravar seu primeiro disco de 78 rotações intitulado "eyesight to the blind". Logo em seguida, outras gravações vieram. Nessa época, Sonny Boy Williamson já era um astro do rádio local. Tinha um programa na rádio KFFA de Helena, no Arkansas, que ia ao ar das 12:15 às 12h30 e era patrocinado pela companhia King Biscuit Corn Meal. O programa chamava-se "King Biscuit.Time" e foi exatamente nesse programa de Sonny Boy que B.B. King teve a primeira oportunidade de mostrar seu talento como bluesman. Outros vieram depois como Walter Horton, Little Walter, Fenton Robinsom...

Sonny Boy foi convidado pela Chess Records, através de seu proprietário, Leonard Chess a fazer parte do cast da gravadora. A essa altura, ele já havia gravado por várias empresas diferentes, entre elas, RCA, Sun e Ace. Mas foi na Chess Records que Sonny se tornou uma lenda viva. De repente, todos ouviam falar de Sonny Boy por toda parte, desde o estado da Flórida até o Texas. Surgiu então "Don`t Start me to Talkin`" , o maior sucesso comercial de Sonny Boy nos EUA. Em seguida as clássicas "Help Me" , e "Nine Below Zero". Em 1962, Sonny Boy foi convidado a participar de uma turnê pela Europa chamada "American Negroes Blues Festival", permanecendo em Londres, devido ao seu grande sucesso. No ano seguinte, uma nova versão do festival aconteceu , desta vez com o nome de "American Blues Festival", organizado por Willie Dixon. O sucesso de Sonny Boy Williamson foi tão grande que muitos grupos do cenário londrino praticamente imploraram para tocar com ele. Entre esses novatos estavam The Yardbirds de Eric Clapton, The Animals de Eric Burdon, The trinitys de Jimmy Page, Ciryl Davies, Chris Barber e Roland Kirk . Sonny era um mito nesse momento, um deus da harmônica, como rotulou-o Eric Burdon, em 1963.

A esta altura, Sonny Boy se vestia como um gentleman inglês, ternos impecáveis, luvas, guarda chuva e chapéu faziam parte de seu vestuário. Nosso velhinho era uma celebridade em Londres, mas algo dentro do seu coração clamava para que voltasse a velha e pequena cidade de Helena, no Arkansas. Ele presentia a morte chegando. Então, voltou para casa em abril de 1965. O apresentador do programa The King Biscuit Time, Sonny Payne, perguntou a Sonny Boy Williamson o motivo de sua volta para casa, já que era um sucesso na Europa e estava ganhando muito. dinheiro por lá. Sonny Boy disse: "Voltei para casa para morrer. Quero morrer na minha terra".

Segundo alguns amigos, Sonny tinha ido pescar com eles um dia antes de sua morte e salvado uma garota de afogar-se no rio. Os amigos acharam que o esforço foi demais para o velho coração do bluesman sexagenário. A saúde de Soony já estava muito comprometida por uma cirrose, originada pelo alcoolismo. Segundo Robbie Robertson, ex-vocalista do The Hawks (posteriormente The Band), Sonny cuspia sangue freqüentemente. Uma hemorragia já dava sinal que o fim seria breve.

No dia 25 de maio de 1965, Sonny Boy Williamson foi encontrado morto em seu apartamento, há metros da rádio KFFA, onde tinha voltado a comandar o programa que o tornou notório na região do Mississipi. Seu baterista, O .J. Peck Curtis o encontrou morto, na cama. Sonny Boy Williamson faleceu de infarto durante o sono. Morria um mito, nascia uma lenda. A lenda de Sonny Boy Williamson. O rei da Harmônica.

Fonte: http://www.nanton.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

SKIP JAMES

Nehemiah Curtis "Skip" James (21 de Junho de 1902 – 3 de Outubro de 1969) foi um cantor, guitarrista, pianista e escritor de canções de blues estadunidense.

Os primeiros anos
James nasceu perto de Bentonia, no Mississippi. O seu pai era um ex-contrabandista de álcool convertido em pregador. Enquanto novo, James escutou músicos locais como Henry Stuckey e os irmãos Charlie e Jesse Sims, tendo começado a tocar órgão no início da sua adolescência. Trabalhou na construção de estradas na sua terra natal, o Mississippi, no início da década de 1920 e escreveu aquela que é provavelmente a sua canção mais antiga, "Illinois Blues", acerca das suas experiências como trabalhador. No fim da década, foi agricultor em várias quintas e produzia whiskey contra-feito na área de Bentonia. Começou a tocar guitarra afinada em Ré Menor e desenvolveu um técnica de dedilhar com três dedos que viria a proporcionar grandes resultados nas suas gravações. Além disso, começou a praticar piano, indo buscar inspiração ao pianista blues do Mississippi Little Brother Montgomery.

De 1920 a 1930
No início de 1931, James fez uma audição para o dono de uma loja de discos em Jackson, no Mississippi e para um caçador de talentos H. C. Speir, que colocara artistas de blues a gravar para uma série de etiquetas incluindo a Paramount Records. Como resultado da sua audição, Skip James viajou para Grafton no estado de Wisconsin para gravar para a Paramount. O trabalho de James em 1931 é considerado único e idiossincrático entre as outras gravações de blues antes da 2ª Guerra Mundial, e constitui a base da sua reputação enquanto músico.

Como era típico no seu tempo, James gravou uma variedade de material - blues e espirituais, versões e composições originais - transpondo frequentemente as barreiras entre os géneros e fontes a que recorria. Por exemplo, "I'm So Glad" derivou de uma canção de 1927 escrita por Art Sizemore e George A. Little chamada "So Tired", que fora gravada em 1928 por Gene Austin e Lonnie Johnson (o último sob o título "I'm So Tired of Livin' All Alone"). James alterou a letra da canção, transformando-a através da sua técnica virtuosa, entrega, intensidade e senso de melodia. O biógrafo Stephen Calt, dando eco à opinião de diversos críticos, considerou que o produto final era completamente novo e original e "um dos mais extraordinários exemplos de dedilhar que é possível encontrar na música para guitarra".

Em diversas gravações para a Grafton, como "Hard Time Killing Floor Blues", "Devil Got My Woman", "Jesus Is A Mighty Good Leader" e "22-20 Blues" (que serviria de base para a canção de Robert Johnson, mais conhecida, "32-20 Blues"), provaram-se igualmente influentes. Muito poucas cópias originais em 78 rotações das gravações de James para a Paramount chegaram até aos dias de hoje.

Os efeitos da Grande Depressão chegaram justamente quando os discos de Skip James chegaram ao mercado. Como resultado, as vendas foram muito fracas e James desistiu de tocar blues e tornou-se director do coro na igreja do seu pai. O próprio Skip James vira a ser mais tarde ordenado ministro tanto na igreja Baptista quer na Metodista, mas o seu envolvimento nas actividades religiosas era extemporâneo.

Desaparecimento, redescoberta e legado
No trinta anos que se seguiram, James não gravou nada e regressou e abandonou de novo a música várias vezes. Era virtualmente desconhecido dos amantes da música sensivelmente até 1960. Em 1964 os entusiastas do blues John Fahey, Bill Barth e Henry Vestine encontraram-no no hospital de Tunica, no Mississippi. Segundo Calt, a "redescoberta" de Skip James e de Son House praticamente ao mesmo tempo foi o início do "revivalismo do blues" na América do Norte. Em Julho de 1964, Skip James lado a lado com outros artistas redescobertos, apresentou-se no Newport Folk Festival. Diversas fotografias de Dick Waterman capturaram esta sua primeira performance pública ao fim de trinta anos. Ao longo dessa década, James gravou para as etiquetas Takoma Records, Melodeon, e Vanguard Records e tocou publicamente inúmeras vezes até a sua morte em 1969.

Apesar de inicialmente não ter despertado tantas atenções quanto outros artistas redescobertos nessa época, a banda rock britânica Cream gravou duas versões de "I'm So Glad", dando a James o único lucro inesperado da sua carreira. Os Cream basearam a sua versão na versão simplificada de James das gravações da década de 1960 e não na rápida e intrincada versão original de 1931.

Desde a sua morte, a música de Skip James tornou-se mais disponível e relevante do que durante a vida do seu autor - as suas gravações de 1931, lado a lado com diversas gravações depois da sua redescoberta e concertos, encontraram o seu caminho em diversas edições em CD. A seu influência é ainda sentida tanto entre os artistas blues seus contemporâneos, como em artistas contemporâneos mais sucedidos como Beck, que canta uma versão parcialmente alterada de "Jesus Is A Mighty Good Leader" no seu álbum "antifolk" de 1994, One Foot in the Grave. James deixou também a sua marca na Hollywood do século XXI, com a versão de Chris Thomas King de "Hard Time Killing Floor Blues" aparecendo em Oh Brother, Where Art Thou? e a versão de 1931 de "Devil Got My Woman Blues" a surgir proeminentemente na banda sonora do filme Ghost World. Nos tempos mais recentes, a banda britânica pós-rock Hope of the States editou uma canção parcialmente focada na vida de Skip James, intitulada "Nehemiah", que alcançou o número 30 nas tabelas de vendas do Reino-Unido.

Personalidade
Skip James era conhecido por ser um artista idiossincrático. Eram raras as ocasiões em que socializava com outros músicos blues ou com os fãs. Tal como John Fahey, James bocejava quando ouvia falar na assim chamada cena "folkie" da década de 1960. Tinha em grande estima o seu próprio trabalho e era relutante em partilhar idéias musicais com outros artistas. James é o arquétipo da típica personalidade complexa atribuída a muitos artistas do blues, que viveram uma vida difícil e por vezes miserável enquanto mantinham crenças austeras e por vezes religiosas. Apesar do conteúdo lírico da algumas das suas canções nos poder induzir a caracterizar James como misógino, este permaneceu com a sua mulher Lorenzo até ao momento da sua morte.

Estilo musical
O som de Skip James era único dentro do blues. Apesar de ter influenciado outros músicos de blues, como Robert Johnson, poucos foram capazes de recriar o seu estilo. O seu cantar muito agudo e frágil, mesmo nas suas primeiras gravações, parece ter vindo de outro mundo. O seu estilo vocal é apontado como sendo "de pregação", sendo que é sabido que Skip James também cantou espirituais. James é olhado como um talentoso e distinto guitarrista. Tocava muitas vezes com afinação em Ré Menor (DADFAD) o que conferia ao seu instrumento um timbre sombrio e desolador. A sua técnica de dedilhar de origem clássica era limpa e rápida, dando uso a todo o registo da guitarra com linhas de baixo pesadas e hipnóticas. Ironicamente, o estilo de tocar de James tinha mais em comum com o estilo de blues de Piedmont (Piedmont blues), da Costa Este dos Estados Unidos, do que com o dos blues do Delta Delta blues o seu Mississippi natal.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ROBERT JOHNSON

Robert Leroy Johnson (8 de Maio, 1911 – 16 de Agosto, 1938) foi um cantor, guitarrista Norte-americano de Blues. Johnson é um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de 12 compassos para o Blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu". Por suas inovações, músicas e habilidade com a guitarra ficou em quinto lugar no ranking dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone.
Vida

A lápide do túmulo de Robert JohnsonJohnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.

Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 41 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes. Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas, como Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher, Sonny Boy Williamson que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.

Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads e no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural.
Influência
Johnson é freqüentemente citado como "o maior cantor de blues de todos os tempos", ou mesmo como o mais importante músico do Século XX, mas muitos ouvintes se desapontam ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.

Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues, que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold e Peetie Wheatstraw. Johnson tocou com o jovem Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson (que afirma ter estado presente no dia do envenenamento de Johnson e ter alertado Johnson sobre a garrafa de whisky). Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.

Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui astros do rock como Keith Richards e Eric Clapton.

Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estréia homônimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down.
Discografia:
Onze discos de 78 rotações foram lançados pela Vocalion durante sua vida, e mais doze após sua morte.
Faixa Gravação Catálogo Lançamento Título Duração

1. 11/23/36 Vocalion 3416 1937 Kind Hearted Woman Blues 2:29
2. 11/23/36 Vocalion 3416 Terraplane Blues 3:01
3. 11/26/36 Vocalion 3445 32-20 Blues 2:50
4. 11/27/36 Vocalion 3445 Last Fair Deal Gone Down 2:39
5. 11/23/36 Vocalion 3475 I Believe I'll Dust My Broom 2:57
6. 11/27/36 Vocalion 3475 Dead Shrimp Blues 2:29
7. 11/23/36 Vocalion 3519 Ramblin' On My Mind 2:57
8. 11/27/36 Vocalion 3519 Crossroad Blues 2:29
9. 11/23/36 Vocalion 3563 Come On In My Kitchen 2:52
10. 11/27/36 Vocalion 3563 They're Red Hot 2:56
11. 11/27/36 Vocalion 3601 Walkin' Blues 2:30
12. 11/23/36 Vocalion 3601 Sweet Home Chicago 2:57
13. 6/19/37 Vocalion 3623 From Four Until Late 2:22
14. 6/20/37 Vocalion 3623 Hellhound On My Trail 2:37
15. 6/20/37 Vocalion 3665 Malted Milk 2:20
16. 6/20/37 Vocalion 3665 Milkcow's Calf Blues 2:17
17. 6/19/37 Vocalion 3723 Stones In My Passway 2:28
18. 6/19/37 Vocalion 3723 I'm A Steady Rollin' Man 2:35
19. 6/20/37 Vocalion 4002 1938 Stop Breakin' Down Blues 2:21
20. 6/20/37 Vocalion 4002 Honeymoon Blues 2:16
21. 6/20/37 Vocalion 4108 Little Queen Of Spades 2:16
22. 6/20/37 Vocalion 4108 Me And The Devil Blues 2:34
23. 11/27/36 Vocalion 4630 1939 Preachin' Blues 2:52
24. 6/20/37 Vocalion 4630 Love In Vain 2:20

As próximas faixas foram lançadas após 1939:


Gravação Matriz Lançamento Título Duração

11/23/36 SA-2584-1 1961 When You Got A Good Friend take ♯1 2:37
11/23/36 SA-2584-2 When You Got A Good Friend take ♯2 2:50
11/23/36 SA-2585-1 1961 Come On In My Kitchen take ♯1 2:47
11/23/36 SA-2587-1 Phonograph Blues take ♯1 2:37
11/23/36 SA-2587-2 Phonograph Blues take ♯2 2:32
11/27/36 SA-2629-2 1961 Crossroad Blues take ♯2 2:29
11/27/36 SA-2633-1 1961 If I Had Possession Over Judgement Day 2:34
6/20/37 DAL-397-1 1961 Drunken Hearted Man take ♯ 1 2:24
6/20/37 DAL-397-2 Drunken Hearted Man take ♯ 2 2:19
6/20/37 DAL-400-1 1961 Travelin' Riverside Blues take ♯ 1 2:47
6/20/37 DAL-400-2 Travelin' Riverside Blues take ♯ 2 2:47
6/20/37 DAL-402-2 Love In Vain take ♯ 1 2:28

Fonte: http://pt.wikipedia.org

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O BLUES DE CHICAGO

Em meados dos anos 40, começa um período intenso de migração do delta do Mississippi para Chicago, que já ocorria há alguns anos, porém de forma mais escassa. A população negra do sul dos Estados Unidos, procurando fugir da repressão e das condições precárias de vida que lá encontravam, viram em Chicago um lugar para novas oportunidades. Os músicos de Blues que, por essa época, chegavam em grande número a Chicago, encontraram a eletricidade na música, o que possibilitou uma gama enorme de novas possibilidades e os permitiu alçarem vôos mais altos com sua música. Talvez o grande nome dessa nova fase tenha sido o de Muddy Waters, o primeiro a eletrificar todos os instrumentos de sua banda. Com seu blues carregado, poderoso e intenso, Muddy Waters é talvez, junto com Robert Johnson, a figura mais influente e popular do blues americano, sendo o primeiro bluesman a ter seu nome reconhecido fora dos Estados Unidos, sobretudo na Inglaterra, onde influenciaria posteriormente o surgimento de diversas bandas importantes como The Beatles, Yardbirds e The Rolling Stones. Essa última inclusive teve seu nome baseado em uma música de Muddy Waters, Rollin' Stone. Waters compôs e/ou interpretou inúmeros clássicos máximos do blues como Baby Please Don't Go, I Can't Be Satisfied, Honey Bee e Hoochie Coochie Man, entre muitas outras. Sua importância no desenvolvimento do blues como gênero dominante no cenário mundial é tão grande que é necessário um capítulo à parte para descrever toda a sua obra.


Outro grandioso nome do blues surgido nesse período foi o de Willie Dixon. Um dos poucos baixistas líder de banda do Blues, Dixon é considerado o "poeta do blues", já que suas letras se tornaram hinos da cultura bluesística. Sem dúvida é o mais importante compositor da segunda geração do blues. É dele a composição de um dos maiores clássicos, Hoochie Coochie Man, que se tornou famosa na versão de Muddy Waters. Entre outros clássicos estão You Shock Me, I Can't Quit You Baby, Little Red Hooster (composição em parceria com Howlin' Wolf), Spoonful e Back Door Man.


Não menos importante foi o nome de Howlin' Wolf. Guitarrista e gaitista de origem, ficou famoso por sua voz rouca e de um blues bastante swingado. Definiu um estilo impossível de não ser reconhecido, que influenciaria de forma marcante posteriormente músicos como Eric Clapton, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Suas parcerias com Willie Dixon renderam verdadeiras obras primas, além de composições conjuntas. Destaques para The Little Red Rooster e Howlin' For My Baby.


A guitarra elétrica se tornou unanimidade absoluta no blues, nesse período, porém nenhum outro nome consagrou tanto a guitarra solo como elemento central do blues quanto B.B. King. Influenciado diretamente por T-Bone Walker, outro virtuose da guitarra solo, B.B. King criou um estilo único e quase inigualável de frasear o instrumento, de forma pura e melódica como poucos conseguem. O seu vibrato tornou-se marca registrada, dando aos solos de guitarra uma forma quase verbal. Sem falar de seu vocal-tenor que muitas vezes se destacava mais que o próprio instrumento. Influenciando praticamente todos os guitarristas que vieram posteriormente, é classificado, merecidamente, como o "rei do blues". De fato, blues e B.B. King hoje são termos quase inseparáveis.


Inevitável não citar a figura de John Lee Hooker, que se identificaria posteriormente pelo seu Booggie, e seu estilo falado de cantar, que se tornaria sua marca registrada. Porém sua importância no blues vai muito mais além do que apenas uma vertente adjunta. Além de ter sido um dos primeiros a eletrificar a guitarra no blues, John Lee Hooker foi o percursor do Blues de Chicago, antes mesmo de Muddy Waters ganhar renome e importância, e suas obras foram de total referência na estilo Rock que estava nascendo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org

AS RAÍZES NO DELTA

Há várias versões sobre aquela que é a primeira composição típica de blues, assim como seu primeiro idealizador. Diz a lenda que o auto proclamado "Pai do Blues" W. C. Handy ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava clandestinamente em um vagão de trem e observava um homem que tocava violão com um canivete.[carece de fontes?] Daí teria surgido aquele que é dito como o primeiro blues da história, St. Louis Blues. Porém o mais correto a afirmar é que o blues surgiu de uma forma mais ambiental e progressiva do que uma única canção. De fato, a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi o marco inicial para o surgimento do blues como estilo de música.


O primeiro nome popular a surgir como músico específico de blues foi o de Charley Patton, em meados da década de 20. Posteriormente, na mesma época, surgiram nomes como de Son House, Willie Brown, Leroy Carr, Bo Carter, Sylvester Weaver, Blind Willie Johnson, Tommy Johnson entre outros. A princípio, a maioria das canções interpretadas eram cantos tradicionais como Catfish Blues e John The Revelator, canções essas que tiveram vários intérpretes e versões variadas no decorrer da história. Porém, foi na década de 30 que surgiu aquele que é talvez o nome mais influente e idolatrado do blues: Robert Johnson. Influenciado sobretudo por Son House e Willie Brown, Johnson viveu pouco tempo, cerca de 27 anos, sendo que a sua data de nascimento não é totalmente precisa. Vitimado, segundo a lenda, por um whisky envenenado pelo marido de uma de suas amantes.[carece de fontes?] Gravou 29 canções apenas, entre 1936 e 1937, porém consideradas alguns dos maiores clássicos de blues de todos os tempos.


No final dos anos 30 e inícios dos 40 surgiram as primeiras grandes bandas de blues, de Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy. E a partir de 1942 o blues sofre sua primeira grande "revolução" interna com o soar das primeiras notas eletrificadas do legendário guitarrista T-Bone Walker. Certamente é deste nome que remonta as origens do formato consagrado do blues moderno, baseado na repetição 12 compassos da melodia base e com o solo totalmente livre do acompanhamento, (ou seja, o puro improviso) o que não ocorria até então já que o solista era na maioria dos casos também o responsável pelo parte rítmica instrumental. O que certamente tornou possível a T-Bone Walker ser o precursor do estilo clássico moderno do blues foram suas raízes no Jazz, que posteriormente imortalizariam a marca de seu Blues. Com a explosão do blues em Chicago e o advento da eletricidade na música, o blues atingiu um patamar novo, deixando de ser restrito a um pequeno grupo, para se tornar cultura popular no sul dos Estados Unidos.
Fonte: http://pt.wikipedia.org

BLUES - As origens

O blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, posteriormente definido como "blues", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".
Fonte: http://pt.wikipedia.org